Os peixes vivíparos são uma das opções mais populares em aquários de água doce pela resistência, cor, atividade e facilidade de reprodução. Guppys, platys, mollys e xiphos são muito comuns em comunitários, especialmente quando se procura movimento constante e espécies relativamente simples de manter.
Ainda assim, um dos erros mais comuns é pensar que todos os vivíparos servem para qualquer aquário pequeno. São peixes ativos, alguns crescem mais do que parece e muitos reproduzem-se facilmente. Por isso convém escolher segundo tamanho do aquário, proporção de machos e fêmeas, dureza da água, temperatura e compatibilidade.
Em aquários plantados costumam funcionar muito bem porque as plantas oferecem refúgio aos alevins, reduzem stress e criam zonas visuais. Podes combiná-los com plantas naturais de aquário, plantas flutuantes, musgos e plantas traseiras.
Os vivíparos oferecem cor, atividade e comportamento social muito visível. Costumam ocupar a zona média e superior do aquário, comem facilmente e adaptam-se bem a muitos comunitários estáveis. Além disso, por parirem crias já formadas, permitem observar reprodução sem processos complexos de postura.
Em aquários para principiantes, muitas vezes são uma boa porta de entrada na aquariofilia, desde que o aquário esteja ciclado e não fique sobrelotado. Se houver demasiados nascimentos, convém planear a população desde o início para evitar problemas de espaço e qualidade da água.
Para escolher bem, começa pelo tamanho do aquário. Guppys e endlers encaixam melhor em aquários médios ou pequenos bem mantidos, enquanto mollys e xiphos precisam de mais litros e espaço de nado. Também convém lembrar que os machos podem perseguir muito as fêmeas, por isso recomendamos manter mais fêmeas do que machos.
Se procuras um comunitário equilibrado, evita misturar demasiadas variedades e controla a reprodução. Os vivíparos podem conviver com muitos peixes de aquário de água doce, mas nem sempre são ideais com espécies muito tímidas, lentas ou de águas muito moles.
| Vivíparo | Dificuldade | Atividade | Recomendação |
|---|---|---|---|
| Guppy | Fácil | Alta | Principiantes e comunitários plantados |
| Endler | Fácil | Alta | Plantados pequenos |
| Platy | Fácil | Média-alta | Comunitários resistentes |
| Molly | Média | Alta | Aquários espaçosos e água dura |
| Xipho | Média | Alta | Aquários médios ou grandes |
Em aquários para principiantes, platys, guppys e endlers costumam ser os vivíparos mais agradecidos. Em plantados, os alevins encontram refúgio entre musgos, flutuantes e plantas densas. Em comunitários, convém evitar companheiros agressivos ou peixes que mordem barbatanas longas.
Em aquários com invertebrados de água doce, os vivíparos podem conviver com caracóis e camarões adultos, embora crias de camarão possam ser predadas. Para priorizar camarões, normalmente funciona melhor um aquário específico ou muito plantado.
Se queres manter uma população estável, não convém salvar todos os alevins. Em comunitários plantados, normalmente sobrevivem alguns naturalmente e o sistema mantém-se mais equilibrado. Separar todas as crias pode levar rapidamente a sobrepopulação.
Uma recomendação útil: nos vivíparos, a qualidade da água e estabilidade importam muito. São resistentes, mas em aquários saturados ou com excesso de comida podem piorar rapidamente, especialmente variedades muito selecionadas.
Guppys, endlers e platys costumam ser as opções mais recomendáveis. São ativos, coloridos e relativamente resistentes se o aquário estiver ciclado. Para mollys e xiphos convém ter mais espaço e alguma experiência, porque são maiores e geram mais carga biológica.
Chamam-se vivíparos porque as fêmeas dão à luz crias já formadas, em vez de porem ovos visíveis como muitas outras espécies. Isto torna a reprodução muito fácil de observar no aquário e também pode fazer a população aumentar rapidamente.
Normalmente recomendamos manter mais fêmeas do que machos, por exemplo um macho para duas ou três fêmeas. Os machos perseguem bastante e, se houver poucas fêmeas, isso pode causar stress. Em aquários só de machos evita-se reprodução, mas convém vigiar competição.
Podem reproduzir-se bastante se o aquário estiver estável e houver refúgios para alevins. Não é sempre um problema, mas convém planear. Em comunitários plantados costumam sobreviver apenas algumas crias; se separares todos os alevins, a população cresce depressa.
Podem conviver com camarões adultos em aquários muito plantados, mas muitas crias de camarão podem ser comidas. Se a prioridade é criar camarões, não são a opção mais segura. Musgos, flutuantes e zonas densas ajudam, mas não eliminam o risco.
Combinam muito bem com plantas flutuantes, musgos, vallisnerias, fetos e plantas traseiras densas. As flutuantes dão refúgio aos alevins e reduzem stress; as plantas de fundo criam zonas de descanso para fêmeas. Em plantados mostram-se mais tranquilos e naturais.
Os mollys costumam preferir águas mais duras e alcalinas do que muitos outros peixes tropicais. Em águas muito moles podem manter-se pior a longo prazo. Antes de comprar, convém rever os parâmetros e evitar misturá-los com espécies de exigências muito diferentes.
Apenas quando o aquário estiver ciclado e estável. Embora sejam resistentes, introduzi-los cedo demais pode causar stress, doenças ou picos de amónia e nitrito. Em aquários plantados maduros adaptam-se muito melhor.
Os peixes vivíparos são uma opção muito gratificante para comunitários e plantados quando escolhidos com critério. Controlar a população, manter boas proporções, oferecer refúgios vegetais e evitar sobrelotação costuma marcar a diferença entre um aquário simples e um problemático.
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